Como fazer proposta MEI: CNAE primeiro, PDF depois
Fazer proposta MEI é uma ordem, não um template com o CNPJ colado no topo. O pedido chega em áudio. Você extrai o recorte. Abre o cartão CNPJ e pergunta se o CNAE aguenta o objeto. Só então escreve o PDF que pede um sim. Quem pulou a conferência e foi ao Canva ofereceu o que o MEI talvez não possa executar — e o PDF não regulariza atividade.
Isso é diferente de “o que escrever na proposta comercial MEI” (os campos) e de “como fazer orçamento MEI” (a conta). Aqui o gesto é o oferecimento: pacote, validade, aceite. Proposta não é orçamento. Orçamento não é recibo. Recibo não é NFS-e. O DAS do mês não emite nenhum dos quatro.
A sequência que evita refazer o aceite
- Anote o pedido em uma frase e o que o cliente recusou. Sem a recusa o objeto vira “conforme combinado”.
- Pergunte cidade de execução. Deslocamento e, se um dia virar nota, o município do ISS nascem daí.
- Abra o cartão CNPJ. O objeto cabe no CNAE? Se não cabe, pare. Ampliar CNAE ou recusar o serviço. Fale com o contador. Não assine o tom.
- Decida o pacote: o que entra, o que fica de fora, material de quem, prazo que você consegue.
- Some o preço que o CNPJ aguenta. Se o tomador for PJ e exigir NFS-e, coloque no preço o tempo de emitir — não no susto de segunda.
- Escreva o PDF no mesmo dia, CNPJ no cabeçalho, validade em data concreta, total visível. Mande no particular de quem decide.
O que o MEI escreve com a caneta da proposta — não da nota
Nome civil ou razão, CNPJ com quatorze dígitos, telefone. Nome de quem recebe a proposta. Objeto que um vizinho entenderia. Duas listas: entra / não entra. Sinal em porcentagem e em reais. Forma de começar. Uma linha honesta cabe: “Após o pagamento, emito recibo. Se precisar de nota fiscal de serviço, emito no emissor — recibo não é NFS-e.”
Não cole alíquota de ISS. Não numere como série da prefeitura. Não prometa que o cliente PF vai abater Imposto de Renda com o seu PDF. Não transforme a proposta em contrato de dez cláusulas se o serviço é uma visita. Obra longa, material caro de terceiro ou órgão público pedem mais linhas — e, se precisar, advogado. A proposta MEI não substitui isso.
PF, PJ e o “pode fazer” no Zap
Pessoa física costuma aceitar no chat, mandar o sinal e pedir recibo depois. Empresa costuma pedir CNPJ, objeto claro e, depois do ok, NFS-e no portal. O arquivo da proposta é o mesmo tipo; o desfecho não é. O “pode fazer” reserva a agenda. Não é contrato. Não é nota.
Se o cliente negociar — “tira o forro e fecha por 800” — gera de novo, data de hoje, CNAE ainda ok, e manda a versão nova. Resposta solta sem repetir o escopo é memória. Memória no Zap some no backup.
Do PDF ao próximo papel
Manda como documento: proposta-mei-silva-2026-08-27.pdf. Uma linha com total e validade. Guarde a via aceita. Prévia com marca d'água é de graça, para você conferir o CNPJ e o recorte. PDF limpo para o cliente é R$ 29,90 uma vez. Não encaminhe a prévia.
Quando o Pix cair, recibo do que entrou. Se o tomador e a prefeitura exigirem nota, emissor — outro papel. Fazer bem a proposta MEI reduz ida e volta. Não dispensa o contador quando o objeto passa do CNAE. Não dispensa a nota quando a lei pede.
Se quiser montar no navegador, sem criar conta: o PropostaNaHora faz proposta ou recibo em PDF. Prévia na hora (com marca d'água). PDF limpo por R$ 29,90 uma vez.
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Não substitui nota fiscal, contador nem advogado. Recibo não é NFS-e.