Como fazer proposta comercial do Zap ao PDF
Fazer proposta comercial não começa no Word. Começa na mensagem em que o cliente descreveu o serviço — quase sempre incompleta. Prestador que copia um modelo de 12 cláusulas antes de entender o pedido perde o dia e ainda manda um arquivo que o tomador não reconhece. O caminho curto é: extrair o combinado, escrever o objeto, precificar o que entra e o que fica de fora, datar a validade e mandar PDF no mesmo chat.
Isso vale para MEI, autônomo e empresa pequena. Não é contrato. Não é NFS-e. É o papel que o cliente encaminha para o sócio, o cônjuge ou o síndico antes de dizer “pode começar”.
1. Tire o pedido da conversa, não da cabeça
Releia o chat e a visita. Anote em uma frase o que será feito e, em outra, o que o cliente citou e você recusou. “Reforma do banheiro” sem “azulejo só no box, piso fica” vira briga na segunda demão. Se faltou medida, foto ou acesso ao condomínio, peça agora. Proposta escrita no escuro é chute com papel timbrado.
- Quem paga: nome civil ou razão social. Apelido do Instagram não fecha com PJ.
- Onde executa: cidade e, se souber, o endereço. Deslocamento e ISS nascem daí.
- Prazo que ele pediu versus o prazo que você consegue. Os dois números não são o mesmo.
- Material: quem compra, quem escolhe marca, quem paga se atrasar.
2. Escreva o objeto como um terceiro leria
Um contador, um vizinho ou o financeiro da empresa precisa entender sem você no áudio. “Serviços conforme conversado” não é objeto. “Instalação de quatro spots no forro de gesso da sala, fiação já existente, dimmer fora” é. Se a frase passa de três linhas, o serviço ainda está vago — cobre visita técnica ou etapa 1 e deixe a etapa 2 para outro PDF.
Lista do que entra. Lista curta do que não entra. As duas juntas valem mais que um parágrafo de “qualidade e excelência”.
3. Coloque o preço onde o polegar para
Total visível no primeiro tela do celular. Parcelas embaixo, nunca no lugar do total. Sinal em porcentagem e em reais. Validade em data concreta (“válida até 3 de setembro”), não “por tempo limitado”. Sem validade, o cliente volta em novembro com o preço de agosto.
Forma de pagamento em uma linha: Pix, sinal de 40% para reservar a semana, saldo na entrega. Não invente boleto de 4 parcelas se você não emite boleto.
4. Gere PDF e mande no mesmo fio
Foto de caderno some. Canva escuro corta na impressora da empresa. PDF de uma página sobrevive ao encaminhamento. No texto da mensagem, uma frase com o valor e a validade — o arquivo sozinho, no meio de cinco áudios, ninguém abre.
Se o cliente pedir um item a menos, não rabisca o PDF velho. Gera de novo, com a data de hoje. Versão sem data parece o mesmo preço eterno.
5. O que essa proposta não faz
Não substitui advogado, contrato de empreitada nem nota fiscal. Depois do “ok” e do Pix, emite recibo do que entrou — ou NFS-e se o tomador for empresa e a prefeitura exigir. Recibo não é NFS-e. Proposta aceita também não é. Guardar o PDF da proposta junto do comprovante de Pix é o que evita o “não era bem isso” no meio do serviço.
Obra longa, material caro de terceiro, equipe ou órgão público pedem mais linhas — ainda assim, não pedem romance jurídico. Se o CNAE do MEI não cobre o objeto, resolva com o contador antes de assinar o tom. A proposta mais limpa do Brasil não regulariza atividade.
Se quiser montar no navegador, sem criar conta: o PropostaNaHora faz proposta ou recibo em PDF. Prévia na hora (com marca d'água). PDF limpo por R$ 29,90 uma vez.
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Não substitui nota fiscal, contador nem advogado.