Proposta de designer que sobrevive ao “e o manual da marca?”
Proposta de designer morre no meio do job quando o PDF fala “identidade visual” e o cliente entende logo, cartão, site, embalagem, motion e o post de amanhã. O olho do contratante lê o valor; a memória dele completa o restante com o Pinterest da reunião. Você precisa escrever o recorte — entregável por entregável — antes que o briefing de quinze minutos vire a única prova do combinado.
Design gráfico, digital e de produto no Brasil se fecha no WhatsApp e no e-mail do sócio. Uma página, fundo claro, total visível. Capa com mockup de MacBook e manifesto da estúdio não encaminha para quem libera o Pix.
O que a proposta do designer lista de verdade
- Entregável nomeado: “marca (símbolo + wordmark) em SVG e PNG, duas variações de cor, guia de uma página”. “Branding completo” não é objeto.
- Peça avulsa versus sistema. Um card de lançamento é uma linha. Grade de 12 posts mensais é outra. Site institucional de quatro seções não inclui e-commerce nem copy de 20 páginas.
- Rodadas de alteração. Duas rodadas no caminho crítico é o padrão honesto; a terceira entra no preço ou no “se mudar o conceito”. “Até o cliente gostar” é poço sem fundo.
- O que o cliente entrega: texto final, foto, CNPJ para o rodapé, acesso ao Instagram. Proposta que omite o atraso de briefing financia espera com sorriso.
- Formatos e prazo. Arquivo aberto (AI, Figma) só se estiver na lista. Prazo em dias úteis a partir do sinal e do briefing fechado — não a partir do “gostei da ideia” no story.
- Uso: o cliente paga a peça para aquele fim (perfil, embalagem, campanha X). Licença mundial vitalícia de uma marca por preço de flyer de bairro é o PDF que você vai odiar no rebrand da holding.
- Sinal e saldo. Designer que começa sem entrada escrita financia noite de Figma com esperança. Sinal reserva a semana; saldo na entrega dos arquivos finais.
O que a proposta de designer recusa no mesmo preço
Recusa gestão de tráfego, social diário, foto de produto, impressão gráfica e “já que você está no Figma, faz o app”. Cada extra vira linha ou vira “fora do escopo”. O manual de 40 páginas só entra se o manual estiver na lista. Apresentação para investidor e papelaria física também.
Refação total depois que o sócio que não estava na call “não sentiu a marca” não é rodada: é novo job. A proposta honesta diz quantas cabeças aprovam e que aprovação de um libera a etapa. Prometer “a marca vai viralizar” como objeto do serviço é marketing, não escopo — o objeto é o arquivo, não o alcance.
Como o cliente fecha sem contrato de agência
Validade curta: agenda de designer some. Sete ou quinze dias bastam. Seu nome e CPF ou CNPJ no topo — proposta anônima de designer parece template de grupo de freelancer. O “pode começar” no Zap é aceite informal: guarde o PDF que ele viu, não só o print do moodboard.
Pessoa física e MEI quase nunca pedem NFS-e para um logo de lanchonete. Agência, indústria e e-commerce médio pedem. A proposta não é nota. O recibo de sinal, quando o Pix cair, também não é nota. Se o tomador exigir NFS-e, o caminho é o portal — outro arquivo, outro momento.
Quando gerar de novo em vez de rabiscar
Cliente tira o site e pede só o logo, ou inclui o rótulo da linha nova: gera outra proposta, data de hoje, validade nova. PDF rabiscado com “menos o site = R$ X” some no encaminhamento. Dois arquivos com preços diferentes no mesmo chat são a origem do “na outra estava incluso o manual”.
Manda no mesmo dia da call de briefing, enquanto a referência ainda está na cabeça dele. Uma frase no chat: valor, entregáveis, rodadas, o que ficou de fora. Proposta de designer existe para o “e o motion?” aparecer no papel, não na sexta à noite com o arquivo aberto e o sócio pedindo outra paleta.
Se quiser montar no navegador, sem criar conta: o PropostaNaHora faz proposta ou recibo em PDF. Prévia na hora (com marca d'água). PDF limpo por R$ 29,90 uma vez.
Abrir o gerador Pagar o PDF limpo
Não substitui nota fiscal, contrato de cessão, contador nem advogado. Proposta de designer não é NFS-e.