Proposta de serviço simples: o trabalho, não a empresa
Proposta de serviço simples descreve o trabalho. Não descreve a empresa. Quem pediu “me manda uma proposta do serviço” quer saber o que você vai fazer, o que fica de fora e quanto custa — não a missão, o portfólio nem a cláusula décima. Proposta comercial simples fecha no mesmo dia com tom de venda. Modelo de proposta de serviço é o esqueleto reutilizável. Esta página é o recorte do objeto: a oferta do serviço em si, numa folha.
Simples, aqui, é o contrário de vago. “Serviço conforme combinado” não é proposta. “Troca do registro da pia da cozinha, material meu, sem pintura da parede, R$ 380, válido até 3 de setembro” é. Recibo não entra nesse arquivo. NFS-e tampouco. A proposta oferece. O recibo comprova o Pix. A nota entra no fisco. Três papéis, três momentos.
O que a proposta de serviço simples precisa dizer
- Quem oferece: nome civil ou razão, CPF ou CNPJ, um telefone. Sem isso o PDF parece de pessoa inventada.
- Quem recebe: o nome de quem decide. Apelido do grupo some no encaminhamento.
- O serviço em uma frase que um vizinho leria sem o seu áudio. Verbo + objeto + lugar.
- Duas listas curtas: o que entra no trabalho e o que não entra. Pintura, material, lixo e segunda visita morrem ou vivem aqui.
- Quando começa e quanto tempo dura o que você consegue — não o prazo do áudio dele.
- Total no primeiro terço da página. Sinal em reais, não só em porcentagem. Validade em data concreta.
- Cidade. Deslocamento e, se um dia virar nota, o município do ISS nascem daí.
Pode recusar capa, depoimento, “temos a honra de submeter” e foro da comarca. Serviço de uma tarde não pede romance jurídico. Obra longa, material caro de terceiro ou órgão público pedem mais linhas — ainda assim descrevem o trabalho, não a biografia da firma.
Quando “simples” é o papel certo
Quando o cliente é pessoa física e o serviço cabe numa visita. Quando ele já viu o local ou descreveu o recorte com foto. Quando o “ok” no Zap reserva a agenda e o sinal confirma. Empresa pequena também aceita a folha curta se o objeto estiver nítido; o financeiro lê o total e o CNPJ, não o slogan.
Quando o serviço ainda não foi visto, a proposta simples não fecha número. Manda “passo o PDF depois de ver o quadro” ou uma faixa. Número fechado no escuro é chute com papel timbrado. Pedido de desconto: tira item ou tira deslocamento e gera de novo. “Fecha por menos” com o mesmo escopo volta no aditivo. Aditivo também é PDF.
O que esta proposta recusa virar
Recusa contrato. O “pode fazer” no chat não é cláusula. Recusa recibo antecipado: “recebi” só depois do crédito. Recusa layout de NFS-e — alíquota, série, chave, QR-code. Proposta de serviço não é nota. Colar o visual da prefeitura no oferecimento fabrica um híbrido que não vale no portal e ainda convence o tomador de que ele já tem documento fiscal.
MEI coloca o CNPJ no topo e, antes de assinar o tom, abre o cartão: o CNAE aguenta o objeto? Se não aguenta, pare. Ampliar CNAE ou recusar. Fale com o contador. A proposta mais limpa do Brasil não regulariza atividade. DAS do mês não emite proposta, recibo nem nota.
Do recorte ao arquivo que viaja
Uma página, fundo claro, total visível sem zoom. Manda como documento no particular de quem pediu. Nome: proposta-servico-silva-2026-08-27.pdf. Uma linha no chat com o total e a validade. Guarde a via aceita. Fechou a aba do gerador, some o rascunho; a pasta do mês não some.
Prévia com marca d'água é de graça, para você conferir o objeto e o CNPJ. PDF limpo para o cliente é R$ 29,90 uma vez. Não encaminhe a prévia. Encaminhada, a marca vira o documento oficial na cabeça dele. Depois do Pix, recibo do que entrou. Se o tomador PJ e a prefeitura exigirem nota, emissor — outro papel, outro momento.
Se quiser montar no navegador, sem criar conta: o PropostaNaHora faz proposta ou recibo em PDF. Prévia na hora (com marca d'água). PDF limpo por R$ 29,90 uma vez.
Abrir o gerador Pagar o PDF limpo
Não substitui nota fiscal, contador nem advogado. Recibo não é NFS-e.